Mario Pinheiro
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23 de março de 2018 às 00:00 #40003298532
Todos os transistores, sejam bipolares, FET´s (incluindo MOSFETS) ou IGBT´s, tem uma limitação na frequência de trabalho. Diodos também tem a limitação.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298534Isso mesmo. Começa a existir uma queda na amplitude à medida que a frequência aumenta até chegar à Frequência de corte, onde temos -3dB ou a amplitude cai 70%.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298536As curvas mostram muita coisa e podem representar uma série de parâmetros. Veja quais são as grandezas nos eixos x e y e daí terá a interpretação das curvas. Abra o datasheet do BC548: https://www.fairchildsemi.com/datasheets/BC/BC547.pdf
O primeiro gráfico diz respeito à relação entre a corrente de coletor e a tensão de coletor emissor, sendo que há uma série de curvas de acordo com a corrente que circula entre base e emissor.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298538Cob é a capacitância parasita entre coletor e base e deve ser a menor possível para que as altas frequências desejáveis não sejam atenuadas da base para o coletor do transistor. Quanto menor a capacitância Cob, em mais alta frequência o transistor poderá trabalhar.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298544Sim, apesar do transistor ter uma tensão entre coletor e emissor muito alta, o mesmo ocorrendo para a corrente de coletor, sua dissipação se potência em trabalho normal será muito baixa.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298549Aqui está perguntando apenas qual a tensão do coletor do transistor e não qual são são parâmetros máximos.
Mas vamos lá, para definir a tensão de coletor. Veja que apesar de existir um zener na base ligado ao potencial positivo ele está totalmente despolarizado. Temos então uma tensão de 11,4V na base de Q1, a mesma tensão sobre o resistor R1, o que já nos dá uma corrente de 0,000095A, que multiplicada pelo ganho de 200 resultará em uma corrente de emissor e coletor de 0,019A. Como esta corrente também passará por R2, haverá uma queda de tensão de 5,13V sobre ele.
um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298552Se você pegar a tensão sobre R2 (10,5V) e dividi-la pelo valor dele (27000) teremos como resultante 0,0003888… Agora, considerando a queda de tensão sobre R1 que é de 4,5V e dividindo-a pelo valor do resistor, que é de 12000, resultará em 0,000375A. Subtraindo as duas correntes, resulta em uma corrente de 0,00001388 que circulará por base e emissor de Q1. Sabendo desta corrente, basta multiplica-la pelo ganho do transistor (250) que teremos como resultante uma corrente de 0,00347A (de emissor para coletor de Q1). Esta corrente também passará por R3, cujo valor de 1000 ohms multiplicará a corrente, resultando em uma queda de tensão de 3,47V.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298554Exatamente, o ganho do transistor, pela corrente que está circulando por base e emissor, permite que haja uma queda de até 20V sobre o resistor R2. Como a fonte é de somente 10V, você pode afirmar que a queda de tensão sobre R2 será a da fonte com 10V, logo a tensão de coletor será de 0V. Este é o segredo de saturar um transistor: você deve ter à partir do ganho, uma queda de tensão de 50% ou mais no resistor de coletor, para garantir que haja a saturação.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298556Você tem 11,4V sobre R1, que gerará uma corrente de 0,000054A. Após deve calcular a corrente circulante por R2, que será (0,6V / 22000) 0,000027A. Devemos então subtrair a corrente de 0,000054A de 0,000027A, que será igual a 0,000027A. Esta diferença será a corrente que vai para a base e emissor de Q1 e daí devemos aplicar o ganho de 60, que dará uma corrente de 0,00162A circulando por coletor e emissor. Aplicando esta corrente pelo resistor R3 de 2200 ohms, resultará em uma queda de tensão sobre ele de 3,564V, que em relação à massa dará em torno de 8,4V.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298558Como R3 está tendo uma queda de 0,5V, e seu valor é de 200 ohms, teremos no R2 um valor de 1k, 5 vezes maior que R3 e isso gerará uma queda de tensão também 5 vezes maior do que a queda em R3, que dará 2,5V sobre ele, ficando a tensão de coletor com 5,5V. Quando existe o valor dos resistores de coletor e emissor e também é fornecida uma das tensões, você não deve se preocupar com a resistência interna coletor e emissor do transistor, mas sim calcular as quedas proporcionais dos resistores. Somente quando não há informação que lhe dê parâmetros para saber as tensões é que a resistência interna de 1,5x entre coletor e emissor, comparada à resistência de coletor é que fará grande diferença.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298563Na verdade, quando o ganho do transistor é menor, haverá menos circulação de corrente entre coletor e emissor e consequentemente menos queda de tensão nos resistores, fazendo com que a tensão de coletor suba e a de emissor caia. Como o ganho de 100 passou para 50, a impressão que temos é que a corrente cairá pela metade, mas considerando que a tensão de base também será obrigada a cair, isso fará com que a corrente que vem para a base também aumente. Isso ocorre porque haverá maior queda de tensão sobre R1 e menor sobre R2, o que calculando a diferença entre as correntes haverá um aumento de 40% para a base e emissor. Assim, no total, como o ganho caiu pela metade, mas a corrente de base emissor aumentou em 40%, teremos uma redução de cerca de 35% na corrente de coletor e emissor, deixando o emissor com uma tensão de 0,5V e o coletor com uma tensão de 15V (5V de queda sobre R3). Desta forma, a tensão de base de Q1 ficará com 1,1V.
É muito importante que o circuito seja montado no Proteus para que se tenha a idéia dos resultados obtidos.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298565Veja que com ganho diminuído, a tensão da base tende a cair e utilizando a figura “questão 21/22” da página 3 do bloco como referência, temos na base de Q1 a tensão de 1,1V, o que resultará em 0,5V de tensão de emissor. Como temos uma queda de 0,5V sobre R4, teremos 10 vezes mais queda sobre R3, o que resultará em 5V, que subtraindo de 20V, teremos 15V no coletor.
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298567Cristian, você deve baixar diretamente do site original no link https://www.labcenter.com/download/prodemo_download.cfm
clicando em PRODEMO.EXE
Um grande abraço. Mário Pinheiro23 de março de 2018 às 00:00 #40003298568Isso mesmo, para esta relação de queda de 5V sobre R3 e 0,5V de queda sobre R4, haverá uma queda de tensão pouco menor que 15V entre coletor e emissor de Q1 e isso define que a resistência de coletor e emissor é 3 vezes maior que a resistência de coletor (R3).
Um grande abraço. Mário Pinheiro -
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